17 de junho, 2006 - 02h17 GMT (23h17 Brasília)
O governo palestino liderado pelo Hamas considerou "lamentável" um plano da União Européia (UE) de vão retomar a ajuda financeira aos palestinos, mas ainda sem passar pelo grupo militante.
Um porta-voz do Hamas disse que o plano da UE ignorou o cenário democrático.
O ministro da informação do Hamas, Youssef Riszka, criticou duramente a UE, dizendo que a proposta de ajuda financeira cedia às pressões americanas de isolar o Hamas.
“Nós, como governo e como povo, esperávamos que os europeus tivessem uma reação mais positiva já que conhecem melhor o povo e a realidade palestina.”
Segundo ele, a proposta européia vai aumentar a distância entre o Hamas, o povo palestino e a presidência da Autoridade Palestina controlada pelo Fatah.
A UE é o maior doador de ajuda aos palestinos, com uma verba anual de cerca de 500 milhões de euros, e a suspensão dos recursos despertou temores de uma crise humana.
Líderes da União Européia decidiram, durante um encontro em Bruxelas nesta sexta-feira, aprovar um plano concedendo fundos para assistência médica, serviços básicos como eletricidade, e benefícios a famílias pobres, sem liberar dinheiro para o governo liderado pelo Hamas.
A porta-voz da UE, Emma Udwin, disse que uma quantia inicial de 100 milhões de euros deve ser oferecida aos palestinos, provavelmente no início de julho.
Alguns fundos foram congelados em abril, depos que eleições palestinas levaram ao poder o grupo militante Hamas, que se recusa a renunciar à violência e a reconhecer o direito de existência do Estado de Israel.
O Hamas é considerado uma organização terrorista pela UE e pelos Estados Unidos.