14 de junho, 2006 - 11h38 GMT (08h38 Brasília)
Um tribunal da França condenou nesta quarta-feira 25 pessoas por supostamente planejar um ataque no país em apoio a militantes separatistas da Chechênia.
Com a exceção de um, todos os réus eram acusados de ajudar militantes islâmicos na república russa a, nas palavras da promotoria, "globalizar o movimento jihad".
Vinte e quatro pessoas foram condenados por "associação criminosa em uma empreitada terrorista", acusação usada pela França para processar suspeitos de envolvimento em ataques. O outro foi condenado por falsificar documentos.
Segundos os promotores, o grupo tinha como alvos a Torre Eiffel, o shopping center Les Halles, delegacias e alvos israelenses. Os ataques teriam sido planejados entre 2001 e 2002.
Ataque químico
Os promotores não conseguiram provar suspeitas de que o grupo preparava um ataque químico, fundamentadas pela descoberta de substâncias altamente tóxicas e trajes protetores nas casas usadas pelos réus.
No entanto, o tribunal acatou o pedido da acusação, ao dar a sentença máxima, dez anos de prisão, ao suposto especialista do grupo em armas químicas, Menad Benchellali.
Mais quatro réus foram condenados a dez anos de prisão, outros receberam sentenças mais leves – como seis meses de prisão –, e dois foram absolvidos.
A maioria dos líderes do grupo vinha da Argélia e todos eles supostamente haviam recebido treinamento no Afeganistão e na Chechênia.
A rede foi desbaratada em duas fases – a primeira, em dezembro de 2002, quando investigadores encontraram materiais químicos e fusíveis em duas casas num subúrbio de Paris e na cidade vizinha de Romainville.
O grupo teria sido completamente desarticulado em janeiro de 2004, com a descoberta de outros materiais suspeitos (incluindo a altamente tóxica ricina) e uma série de prisões em Venisseeux, no sul da França.