13 de junho, 2006 - 12h30 GMT (09h30 Brasília)
O Parlamento Europeu votou majoritariamente por uma moção que pede fechamento do campo de prisioneiros de Guantánamo, em Cuba.
A aprovação da moção nesta terça-feira, em Estrasburgo, na França, ocorre após três prisioneiros do centro de detenção terem cometido suícidio, no sábado.
A moção não tem qualquer peso legal, mas representa um claro indício dos sentimentos a respeito do tema entre os países da União Européia.
Na segunda-feira, Ursula Plassnik, a ministra das Relações Exteriores da Áustria - país que atualmente ocupa a presidência rotativa da União Européia - disse que Guantánamo era uma anomalia.
Plassnik afirmou ainda que a Áustria irá pressionar pelo fechamento do presídio durante uma reunião na próxima semana, em Viena, entre Estados Unidos e representantes europeus.
Marketing
Uma representante do governo dos Estados Unidos afirmou que o suicídio dos prisioneiros havia sido o equivalente a uma jogada de marketing.
Colleen Graffy, a subsecretária de Estado, disse à BBC que as mortes eram parte de uma estratégia e uma "tática para ampliar a causa da jihad", mas acrescentou que o suicídio não era necessário.
Os comentários de Graffy geraram indignação de grupos de direitos humanos e autoridades européias.
Até mesmo o Departamento de Estado americano tentou atenuar a declaração de Graffy.
"Eu não diria que (o suicídio triplo) foi um ato de publicidade", disse Sean McCormack, porta-voz do Departamento de Estado.