12 de junho, 2006 - 00h42 GMT (21h42 Brasília)
A organização de defesa de direitos humanos, Anistia Internacional (AI), acusou a China de agravar conflitos e ajudar ações repressivas ao vender armas e outros equipamentos militares a países como Sudão, Birmâmia e Nepal.
A organização cita como exemplo o envio de 200 caminhões militares chineses ao Sudão, apesar de preocupação internacional em torno da violência em Darfur, e a entrega regular de equipamento militar chinês à junta no governo da Birmânia.
A Anistia também acusa a China de vender fuzis e granadas para as forças de segurança nepalesas durante seus confrontos com manifestantes civis.
Segundo a Anistia, a China está se tornando rapidamente um dos maiores exportadores de armamentos do mundo, mas sua conduta foi qualificada como negligente e perigosa.
A organização disse que a China é o único grande exportador de armas que não assinou acordos de diretrizes para o comércio desses produtos.
"Nós pedimos à China que aumente sua transparência sobre sua exportação de armas divulgando anualmente (…) todas as suas decisões de licenciamento e carregamentos de armas para garantir melhor escrutínio das exportações", disse Helen Hughes, autora do relatório.
O Ministério do Exterior em Pequim disse que vai analisar as acusações da Anistia Internacional, mas não comentou o assunto.
Um correspondente da BBC disse que a China gosta de se definir como um fornecedor cauteloso e responsável de equipamento militar.