09 de junho, 2006 - 13h29 GMT (10h29 Brasília)
O líder do Talebã, mulá Mohammed, disse que a morte de Abu Musab al-Zarqawi não vai enfraquecer os esforços do grupo no Afeganistão nem a resistência contra "as cruzadas" (ocidentais) em outras partes do mundo islâmico.
O líder da Al-Qaeda no Iraque foi morto em um ataque aéreo das forças americanas, nas proximidades da cidade de Baquba, na quarta-feira à noite.
Omar lamentou o assassinato de Zarqawi, a quem chamou de "mártir".
"O martírio de Zarqawi não vai enfraquecer o movimento de resistência no Iraque", diz o comunicado, assinado por Omar.
Segundo o líder do Talebã, há "milhares de jovens" como Zarqawi e que poderão sucedê-lo e até mesmo fortalecer a resistência. Ele argumenta que os "métodos" dos mujahedeen estão estabelecidos de tal forma que "não se enfraquecerão no caso de um ou mais indivíduos serem martirizados".
"Durante a sua campanha de três anos ele treinou milhares de outros jovens como ele e alcançou o seu objetivo de formar uma forte resistência contra os americanos."
A autenticidade do comunicado, que foi enviado por email a agências de notícias por Mohammed Hanif, não pôde ser confirmada. A mensagem foi enviado por Mohammed Hanif, que se aoresentou como porta-voz do grupo.
Mais forte
"Dou boas notícias aos muçulmanos em todo o mundo. A resistência contra as cruzadas no Afeganistão e outras partes do mundo islâmico não vai ser enfraquecida".
O comunicado dizia ainda que "todos os irmãos do movimento de resistência sagrada no Afeganistão estão profundamente tristes".
A rede Al Qaeda teria reconhecido a morte do jordaniano através de uma mensagem postada em um site islâmico.
O repórter Bilal Sawary da BBC, em Cabul, conta que Zarqawi e o mulá Omar se conheceram no final da década de 90, quando criaram um campo de treinamento no oeste do Afeganistão.
O presidente afegão, Hamid Karzai, disse na quinta que Zarqawi foi responsável pela morte de milhares de muçulmanos no Iraque e no Afeganistão.
Zarqawi passou algum tempo no Afeganistão, lutando contra a então União Soviética e retornou ao país depois da invasão americana, em 2001.
Ele apoiava os militantes afegãos que combatem os americanos e outras forças estrangeiras no país.