08 de junho, 2006 - 22h15 GMT (19h15 Brasília)
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, determinou a data para o plebiscito para que a população decida sobre o plano que reconhece implicitamente o direito de Israel existir para o dia 31 de julho.
Abbas vai divulgar um decreto anunciando formalmente a data no sábado, segundo a Autoridade Palestina.
O líder palestino deu um prazo ao Hamas, que lidera o governo, até o final da semana para aceitar o plano ou então o Abbas realizaria o plebiscito.
O Hamas, por sua vez, rejeitou o plano, não aceita o direito de Israel em existir e vem afirmando que o referendo é inconstitucional.
O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniya, que é do Hamas, disse na terça-feira que não deveria haver um prazo final para encerrar as negociações sobre a proposta.
A primeira data limite divulgada por Abbas para o acordo terminou à meia-noite de segunda-feira. Antes do segundo adiamento, a nova data terminaria na quinta-feira. Abbas teria se reunido com ministros do Hamas nesta quinta-feira, mas as negociações foram encerradas sem um acordo.
Questão
O plano de 18 pontos foi elaborado por vários membros de facções palestinas presos por Israel.
Pelo plano um Estado palestino seria criado compreendendo toda a Cisjordânia e a Faixa de Gaza e a parte oriental de Jerusalém, nos limites anteriores a ocupação de 1967.
O documento também pede pela continuidade à resistência dentro de territórios ocupados por Israel em 1967, sugerindo que ataques dentro da área internacionalmente conhecida como Israel poderiam acabar.
"O povo palestino em Jerusalém, Cisjordânia e Faixa de Gaza será convidado a tomar parte em um plebiscito tendo como base o documento dos prisioneiros na segunda-feira, 31 de julho", disse uma autoridade palestina à agência de notícias Reuters.
Segundo esta autoridade o plebiscito vai perguntar uma questão aos palestinos: "Você concorda com o documento dos prisioneiros ou não?".
A facção Fatah, de Mahmoud Abbas, reconhece Israel, mas o Hamas quer oficialmente um estado islâmico em Israel, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.
As tensões entre Fatah e Hamas estão aumentando desde que o Hamas venceu as eleições gerais em janeiro.