07 de junho, 2006 - 15h26 GMT (12h26 Brasília)
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, estendeu novamente, desta até sábado, o prazo para que o governo liderado pelo Hamas aceite o plano que reconhece, implicitamente, o direito de Israel existir.
Caso contrário, Abbas promete convocar um plebiscito para que a população descida sobre o plano.
O Hamas não aceita o direito de Israel em existir e vem afirmando que o referendo é inconstitucional. O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniya, disse na terça-feira que não deveria haver um prazo final para encerrar as negociações sobre a proposta.
A primeira data limite divulgada por Abbas para o acordo terminou à meia-noite de segunda-feira. Antes do segundo adiamento, a nova data terminaria na quinta-feira.
Explítico
Em uma entrevista nesta quarta, Abbas não quis falar sobre uma data específica para assinar o decreto convocando o referendo, mas afirmou que isto aconteceria em dois ou três dias.
O referendo pode funcionar como um voto de confiança no governo do Hamas, cuja eleição levou vários países a cortar o financiamento da Autoridade Palestina.
Pelo plano, um Estado palestino seria criado compreendendo toda a Cisjordânia e a Faixa de Gaza e a parte oriental de Jerusalém, nos limites anteriores a ocupação de 1967.
Em outro desdobramento nesta quarta, o governo do Hamas decidiu retirar sua milícia das ruas de Gaza.
O porta-voz do Hamas, Ghazi Hamad, disse que a milícia "vai ficar em lugares fora da vista do público".
O Hamas já fez isso na semana passada, mas a milícia ficou fora das ruas por apenas um dia.