05 de junho, 2006 - 20h02 GMT (17h02 Brasília)
Um homem iraquiano foi condenado à prisão perpétua nesta segunda-feira por envolvimento no seqüestro e assassinato de uma funcionária britânica da ONG Care International, Margaret Hassan.
Acredita-se que este seja o primeiro julgamento por seqüestro de um cidadão nascido no exterior no Iraque desde o início do conflito, em 2003.
Levou menos de duas horas para que um tribunal na capital iraquiana, Bagdá, condenasse Mustafá Salman al-Jubouri por ajudar os seqüestradores.
O juiz disse que o réu recebeu um saco plástico de um amigo que continha a bolsa e os documentos de Hassan. Dois outros réus foram absolvidos.
Morte
Margaret Hassan, de 59 anos, vivia no Iraque havia 30 anos quando foi seqüestrada, em outubro de 2004, quando se dirigia de sua casa para o trabalho.
Mais tarde foi divulgado um vídeo mostrando o seu assassinato, embora o corpo jamais tenha sido encontrado.
Em uma entrevista à BBC, a irmã de Hassan, Deidre Fitzsymons, acusou o governo britânico de abandonar a família ao se recusar a retornar ligações telefônicas que os seqüestradores fizeram ao marido da funcionária da Care International.
O governo da Grã-Bretanha disse que fez tudo o que pode para garantir a libertação de Margaret Hassan.