04 de junho, 2006 - 17h15 GMT (14h15 Brasília)
Pelo menos 20 pessoas - entre elas crianças e homens idosos - foram mortas no Iraque por homens armados, numa operação classificada pela polícia de "execução".
As vítimas foram retiradas de dentro dos carros e mortas em postos de checagem provisórios ao longo de uma estrada na província de Diyala, 100 km a nordeste de Bagdá.
Em Basra, pelo menos nove pessoas foram mortas em combates entre a polícia e religiosos sunitas numa mesquita.
Um grupo religioso sunita acusa a polícia de matar oradores desarmados, mas a polícia afirma ter sido atacada e, portanto, teria revidado, matando nove "terroristas".
Ainda segundo a polícia, morteiros e granadas foram encontrados no interior da mesquita.
Sessão adiada
Os episódios ocorrem em meio ao adiamento de uma sessão parlamentar que deveria decidir a nomeação de três importantes ministros - do Interior, da Defesa e de Segurança Nacional.
O vice-líder do parlamento, Khaled al-Attiya, disse que a sessão da Assembléia foi adiada - por tempo indeterminado - para dar mais tempo para a escolha dos melhores candidatos.
De acordo com o correspondente da BBC em Bagdá, Ian Pannell, os três cargos são fundamentais para restaurar a segurança no país e têm sido motivo de grande disputa política.
No sábado, pelo menos 28 pessoas foram mortas na explosão de um carro-bomba em Basra, uma cidade predominantemente xiita.
A violência sectária no Iraque aumentou após o ataque a bomba a uma mesquita xiita na cidade de Samarra, em fevereiro.
A formação de um governo de unidade nacional em maio, após meses de impasse político, gerou esperanças de que a violência chegaria ao fim, mas a indefinição sobre os três ministérios adia as expectativas.
Este domingo foi a terceira data-limite determinada pelo primeiro-ministro Nouri Maliki para a escolha dos ocupantes dos cargos.