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04 de junho, 2006 - 04h11 GMT (01h11 Brasília)

Fatah volta a patrulhar ruas de Jenin

Militantes ligados ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas voltaram a garantir segurança na cidade de Jenin na Faixa de Gaza.

O retorno dos militantes do Fatah pode aumentar a tensão entre membros do movimento e do grupo governante Hamas.

Há poucas semanas, houve confrontos entre milícias do Fatah e integrantes do Hamas que tinham assumido o comando da segurança em cidades da Faixa de Gaza.

Um comandante do Fatah disse que as patrulhas vão apenas complementar a segurança que é feita pelas forças oficiais, mas o vice-primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Nasser Shaer, do Hamas, disse que a presença das milícias é inaceitável.

Confronto

O chefe das novas milícias do Fatah, Ata Abu Rimela, negou que haja intenção de confrontar o Hamas: "o único objetivo é proteger o projeto de criação de uma nação palestina."

Segundo correspondentes da BBC, Mahmoud Abbas tem mantido reuniões com líderes de diferentes facções políticas, visando eliminar divergências e tentar unir novamente os palestinos. Mas Abbas ainda não teria se encontrado com um representante do Hamas.

No dia 25 de maio, Mahmoud Abbas advertiu o Hamas e outras facções que caso não houvesse consenso em 10 dias em torno de um projeto político único, ele convocaria um referendo para que os palestinos pudessem decidir se aceitavam a proposta elaborada por líderes políticos mantidos prisioneiros.

A proposta prevê a criação de um Estado palestino independente no território ocupado por Israel em 1967 e o retorno de milhões de refugiados palestinos.

Boicote

O Hamas, que com a vitória nas últimas eleições passou a controlar o governo palestino, é considerado um grupo terrorista pelos Estados Unidos e União Européia, e por isso tem sido alvo de um boicote econômico.

Os EUA e a UE querem que o Hamas reconheça o Estado de Israel. O grupo insiste em lutar contra a presença de Israel nos territórios palestinos que julga ser ilegal.

A suspensão de ajuda econômica tem prejudicado enormemente os territórios palestinos.

Com os cofres praticamente vazios, o governo não tem como pagar os salários dos 165 mil funcionários públicos, que estão há três meses sem receber.