03 de junho, 2006 - 03h50 GMT (00h50 Brasília)
Líderes estudantis no Chile consideraram insuficientes propostas do governo para por fim aos maiores protestos do setor nas últimas décadas.
A rejeição foi confirmada pelo ministro da Educação do Chile, Martin Zilic, depois de uma reunião com um grupo de estudantes na capital do país, Santiago, na sexta-feira.
Segundo Zilic, os estudantes apresentaram objeções à recusa do governo de transporte público gratuito.
Essa é uma das exigências do movimento, que incluem ainda reformas no sistema educacional, inclusive um novo currículo, e o fim de uma taxa equivalente a cerca de R$ 80 para o vestibular chileno.
Segundo correspondentes, os estudantes ainda não anunciaram publicamente se vão manter os planos para uma greve nacional na segunda-feira.
Mais de 500 mil estudantes participaram de uma greve em meados da semana.
Na quinta-feira, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, anunciou uma série de medidas para ajudar alunos mais pobres, mas não oferece transporte de graça para todos, alegando que o custo seria muito elevado.