02 de junho, 2006 - 04h47 GMT (01h47 Brasília)
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, anunciou medidas para aprimorar o sistema educacional do país, numa resposta às exigências de estudantes.
Mas, em pronuciamento na televisão na quinta-feira, Bachelet disse que não pode atender a tudo o que foi pedido.
Os estudantes, que haviam ameaçado convocar mais uma greve nacional nesta sexta-feira, ainda não se pronunciaram sobre a oferta presidencial.
Os manifestantes exigem reformas no sistema educacional, inclusive um novo currículo, transporte público gratuito e o fim de uma taxa equivalente a cerca de R$ 80 para o vestibular chileno.
Bachelet afirmou que não será possível conceder transporte gratuito, pois o custo disso seria alto demais.
As concessões do governo foram feitas em meio a choques entre manifestantes e a tropa de choque.
Gás lacrimogêneo
Pelo menos 14 pessoas ficaram feridas em choques entre estudantes e a polícia durante uma manifestação na terça-feira.
Os policiais usaram gás lacrimogêneo e um canhão de água para dispersar a multidão. Quase 500 mil estudantes participaram do protesto.
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, condenou a ação da polícia, dizendo que estava "indignada" pelo que chamou de "abusos" sofridos por estudantes.
O comandante do esquadrão anti-motins da Polícia Militar, Osvaldo Jara, foi demitido.
Mesmo assim, a tropa de choque usou gás lacrimogêneo e um canhão de água para dispersar uma manifestação estudantil na capital do país, Santiago, na quarta-feira, pelo segundo dia consecutivo.
Este está sendo visto como um grande teste para a nova presidente, que assumiu o cargo há dois meses.