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01 de junho, 2006 - 03h39 GMT (00h39 Brasília)

Governo do Chile rejeita ultimato de estudantes

O governo do Chile rejeitou um ultimato de líderes estudantis que disseram que convocariam uma greve nacional se as autoridades não responderem a suas reivindicações até esta sexta-feira.

Os manifestantes exigem reformas no sistema educacional, inclusive um novo currículo, transporte público gratuito e o fim de uma taxa equivalente a cerca de R$ 80 para o vestibular chileno.

O porta-voz do governo chileno, Ricardo Lagos Weber, disse que o ultimato é contraproducente porque as autoridades já estão dialogando com os estudantes.

Pelo menos 14 pessoas ficaram feridas em choques entre estudantes e a polícia durante uma manifestação na terça-feira.

Os policiais usaram gás lacrimogêneo e um canhão de água para dispersar a multidão. Quase 500 mil estudantes participaram do protesto.

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, condenou a ação da polícia, dizendo que estava "indignada" pelo que chamou de "abusos" sofridos por estudantes.

O comandante do esquadrão anti-motins da Polícia Militar, Osvaldo Jara, foi demitido.

Mesmo assim, a tropa de choque usou gás lacrimogêneo e um canhão de água para dispersar uma manifestação estudantil na capital do país, Santiago, na quarta-feira, pelo segundo dia consecutivo.

Este está sendo visto como um grande teste para a nova presidente, que assumiu o cargo há dois meses.