31 de maio, 2006 - 13h45 GMT (10h45 Brasília)
O primeiro-ministro do Iraque, Nuri Al Maliki, decretou nesta quarta-feira estado de emergência por um mês em Basra, a segunda maior cidade do país, para conter a violência na região e impedir que ameaças contra as exportações de petróleo se concretizem.
Em visita à cidade, Maliki disse que iria combater 'com mão de ferro' aqueles que ameaçam a segurança no país.
Basra registrou recentemente uma onda de seqüestros violentos e assassinatos e uma facção xiita da região também ameaça interromper as exportações de petróleo do país como forma de obter mais independência do governo central. A região funciona como pólo de exportação do produto.
Maliki disse que a lei deve ser respeitada e que vai implementar um plano para combater a violência na cidade.
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Correspondentes da BBC no Iraque dizem que a viagem desta quarta é parte do esforço do novo governo para exercer controle na cidade.
Maliki deve se encontrar com membros do governo local e líderes comunitários durante sua visita.
Desde a invasão iraquiana em 2003, Basra tem estado sob domínio das tropas britânicas. Nove soldados do país foram mortos na recente onda de violência.
O chefe de Pessoal das tropas internacionais em Basra, David Cullen, disse à BBC que a segurança na cidade se deteriorou porque a atenção dos militares estava dividida por toda a região sul do Iraque.
"O sul é muito maior que Basra, existem quatro províncias, existe paz, estabilidade e um aumento de soberania nas outras três províncias", disse Cullen
"Basra ficou para trás como resultado desse esforço, portanto a meta agora é nos concentrarmos na região e construir uma relação de confiança com as forças de segurança (do Iraque)."
Maliki disse acreditar ter uma chance melhor de combater a violência no Iraque por ser a primeira administração permanente desde a invasão de 2003.
O premiê disse que os governos anteriores "não recebiam o apoio total da população iraquiana para tratar deste assunto".