30 de maio, 2006 - 10h21 GMT (07h21 Brasília)
O Exército de Israel matou quatro militantes palestinos durante a primeira incursão terrestre na Faixa de Gaza desde a retirada dos israelenses na região, em 2005.
Três dos mortos eram membros do grupo Jihad Islâmico e um, do Hamas.
O Exército israelense informou que seus soldados, que contaram com a ajuda de helicópteros, saíram do local após algumas horas.
O Jihad Islâmico disse que os militantes estavam planejando lançar um míssil no sul de Israel em resposta à morte de um líder do grupo no Líbano.
Em incidentes separados, ao norte da Cisjordânia, dois membros do grupo militante Brigada de Mártires de Al-Aqsa também teriam sido mortos durante um tiroteio com soldados israelenses.
Ultimato
Israel disse que vai revogar ao direito de residência em Jerusalém Oriental de quatro políticos palestinos ligados ao Hamas – o ministro palestino para Assuntos de Jerusalém, Khaled Abu Arafa, e os parlamentares Mohammed Abu Teir, Ahmed Abu Atoun e Mahmoud Totach – se eles não renunciarem aos mandatos.
Na segunda-feira, o ministro do Interior de Israel, Ronnie Bar-On, disse que os parlamentares têm 30 dias para tomar uma decisão.
Israel recusou-se a lidar com o governo palestino liderado pelo Hamas desde que o grupo saiu vitorioso nas eleições de janeiro, pois o Hamas não reconhece formalmente o direito de existência do Estado de Israel.
Israel tomou Jerusalém Oriental em 1967 e, mais tarde, anexou a área em uma iniciativa que não teve reconhecimento internacional.
Carteiras de identidade israelenses garantem a palestinos residência permanente em Jerusalém Oriental e liberdade de movimento em Israel.
As autoridades israelenses dizem que acordos com palestinos determinam que atividade política em Jerusalém Oriental é proibida.