28 de maio, 2006 - 11h08 GMT (08h08 Brasília)
Milhares de pessoas abandonaram as suas casas no Timor Leste em função da crescente violência no país, alertaram agências humanitárias neste domingo.
Segundo a Agência de Refugiados da ONU, pelo menos 25 mil refugiados estão buscando abrigo apenas na capital Díli.
Foram ocupados o aeroporto, porto, igrejas e a própria sede da ONU.
A Cruz Vermelha estima que em todo o país haja cerca de 50 mil refugiados. Muitos estão em acampamentos improvisados.
Confrontos
Neste domingo, grupos civis continuavam queimando casas e carros nas ruas da capital Díli.
Ao longo da semana, pelo menos 20 pessoas morreram em confrontos.
A onda de violência começou em março, quando 600 soldados, que se diziam discriminados, foram demitidos do Exército após terem feito uma greve.
A demissão desencadeou uma série de confrontos entre militares e policiais e, nos últimos dias, grupos civis tomaram as ruas da capital.
Austrália, Nova Zelândia, Portugal e Malásia estão enviando tropas para o país.
Neste domingo, a Austrália anunciou que mandaria um reforço. Com isso, o país passa a contar com 1,8 mil soldados no Timor Leste - maior do que seu contingente no Iraque, onde mantém 1,3 mil soldados.
O ministro das Relações Exteriores do Timor Leste, José Ramos Horta, acusou o governo timorense de ser o culpado pela violência no país.
Em entrevista à BBC, o chanceler disse que o governo não deu uma resposta imediata ao ser alertado sobre os problemas com o Exército e a polícia.