28 de maio, 2006 - 03h17 GMT (00h17 Brasília)
A Austrália enviou mais soldados e policiais ao Timor Leste neste domingo, em uma tentativa de conter a violência na ex-colônia portuguesa.
Uma disputa por conta da demissão de militares se transformou em um conflito étnico, com milícias recorrendo às armas e facões, incendiando casas e automóveis.
Segundo o correspondente da BBC na capital, Díli, as tropas estrangeiras ajudaram a restaurar a calma na cidade, mas os timorenses permanecem apavorados.
Com o reforço, a Austrália passa a contar com 1.800 soldados no Timor Leste - maior do que seu contingente no Iraque, onde mantém 1.300 soldados.
A Nova Zelândia, Portugal e Malásia também vão enviar tropas para o país.
Reforço militar
O chefe da missão da ONU no Timor Leste, Sukehiro Hasegawa, disse neste domingo que talvez sejam necessárias mais tropas internacionais para restaurar a ordem.
"Se os timorenses não conseguirem resolver suas diferenças, acredito que vamos precisar de mais forças internacionais", disse ele.
"Mas no momento, sinto que estamos caminhando rumo a uma resolução."
A ONU começou a evacuar seus funcionários não essenciais do país por causa da violência.
Gangues criminosas voltaram às ruas de Díli no domingo, apesar da presença dos militares estrangeiros.
A disputa original, em que 600 ex-soldados protestavam contra sua demissão do exército, escapou ao controle e tomou as ruas, com choques entre gangues de jovens dos lados leste e oeste do país.
Os choques deixaram pelo menos 20 mortos na semana passada.
Dezenas de milhares de pessoas fugiram de suas casas por causa da violência.