27 de maio, 2006 - 05h50 GMT (02h50 Brasília)
A Organização das Nações Unidas (ONU) ordenou que funcionários do seu quadro pessoal que ocupam cargos considerados não-essenciais saiam do Timor Leste em função do aumento da violência no país.
A mesma medida foi tomada pelas Embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália na quarta-feira.
Ao longo da semana, os confrontos entre policiais e soldados militares resultaram em pelo menos 20 mortos.
Na sexta-feira, após um período de calma com a chegada de tropas estrangeiras, milícias civis armadas ocuparam as ruas ao sul da capital Díli, ateando fogo em casas.
Abrigo
Centenas de pessoas deixaram as suas casas aos gritos e foram buscar abrigo em igrejas.
Tanques do Exército da Austrália, que está mandando mais de mil soldados para ajudar o governo timorense, tentavam restaurar a ordem.
Os combates estão sendo considerados os mais graves desde que o Timor Leste conquistou a independência da Indonésia, em 1999.
A violência foi desencadeada pela demissão de centenas de soldados timorenses, em março, depois de uma greve em que denunciaram supostos casos de discriminação.
O presidente de Timor Leste, Xanana Gusmão, disse que as forças de segurança estrangeiras deixarão o país após a captura dos responsáveis pela onda de violência, incluindo o major demitido Alfredo Reinaldo, apontado como suposto líder do levante.
"A população do Timor Leste não aceitou o ataque do major Alfredo Reinaldo às nossas tropas", disse Gusmão à agência de notícias Associated Press. "Nós o caçaremos para terminar com a violência."