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26 de maio, 2006 - 00h53 GMT (21h53 Brasília)

Israel 'autoriza armas para a guarda de Abbas'

O governo de Israel afirmou que vai permitir o fornecimento de armas leves e munições para forças de segurança leais ao presidente palestino, Mahmoud Abbas.

Partidários do Fatah, fundada por Abbas juntamente com o ex-líder palestino Yasser Arafat, entraram em choque com integrantes da organização rival, Hamas.

O Ministério da Defesa de Israel autorizou a transferência de armas à guarda presidencial que protege Abbas.

Fontes de segurança israelenses disseram que a decisão foi tomada por causa de crescentes ameaças à vida do presidente depois dos recentes choques com o Hamas, de acordo com o correspondente da BBC em Jerusalém, James Reynolds.

O correspondente afirma, contudo, que funcionários do escritório de Abbas negaram a notícia.

Segundo Reynolds, o líder pode não desejar ser visto aceitando ajuda israelense para se defender de palestinos.

Mais cedo, Abbas desafiou o Hamas a aceitar um programa político conjunto com o Fatah, ou enfrentar um referendo.

Documento

"Se vocês não chegarem a um acordo em dez dias, eu gostaria de dizer que, francamente, vou colocar esse plano em plebiscito", disse Abbas. Mas ele acrescentou: "Isso não é uma ameaça".

O documento sobre o qual Abbas se refere foi elaborado por prisioneiros do Fatah e do Hamas que estão detidos em Israel.

O texto, publicado no dia 10 de maio, sugere maneiras de "preservar a unidade palestina" e pede a criação de um Estado palestino nos territórios ocupados por Israel na guerra de 1967, tendo Jerusalém como capital.

O anúncio de Abbas foi feito durante uma conferência, em Ramallah, que discute o fim da violência na região e as divisões políticas entre as duas facções.

O Fatah, de Abbas, reconhece Israel e quer um Estado palestino nos territórios ocupados com a capital sendo Jerusalém Oriental.

Já o Hamas não reconhece Israel e reivindica, oficialmente, um Estado islâmico nos territórios de Israel, Cisjordânia e Faixa de Gaza.

Mas o primeiro-ministro palestino, Ismail Haniya, disse recentemente que o Hamas respeitaria um cessar-fogo de longo prazo se Israel recuar para as fronteiras pré-1967.