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26 de maio, 2006 - 19h53 GMT (16h53 Brasília)

Blair defende fortalecimento da ONU

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, defendeu a reforma da Organização das Nações Unidas em discurso sobre política externa nos Estados Unidos.

Ele disse que mais poder deveria ser concedido ao Secretário-Geral para ampliar a habilidade da ONU para reagir a crises internacionais.

Outras instituições como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional também precisam de mudanças, acrescentou Blair no discurso proferido na Universidade de Georgetown.

Um porta-voz de Kofi Annan disse que o Secretário-Geral deu sua aprovação às propostas de Blair.

Conselho de Segurança

No mês passado, a Assembléia Geral da ONU votou pelo engavetamento das reformas propostas por Annan.

O Iraque também foi um tema importante no discurso, no qual Blair repetiu seu pedido de mais apoio ao novo governo iraquiano.

O primeiro-ministro britânico afirmou que o atual desempenho do Conselho de Segurança - sem assentos permanentes para o Japão, Índia, Alemanha ou países da América Latina ou da África - não pode mais ser considerado legítimo no mundo moderno.

Reformas no FMI e no Banco Mundial também são necessárias para que eles possam reagir em crises econômicas e humanitárias.

Agência de meio-ambiente

Blair também defendeu a criação de uma agência da ONU de meio-ambiente a altura da importância que o assunto tem na agenda internacional.

Segundo Blair há um "desencontro sem esperanças" entre os desafios globais e as instituições criadas depois da Segunda Guerra Mundial.

O discurso se seguiu a uma coletiva de imprensa na quinta-feira, na qual o primeiro-ministro britânico e o presidente americano George W. Bush admitiram que cometeram grandes erros no Iraque.

Ainda entre as propostas apresentadas por Blair no discurso estavam: a necessidade de mudanças no Irã ("mas não estou dizendo que deveríamos impor mudanças"); a aceitação de Israel pelo Hamas, que permitiria o reinício de negociações de paz com os palestinos; e a criação de um banco internacional de urânio sob a responsabilidade da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que forneceria combustível nuclear para todos os países, acabando com o enriquecimento a nível nacional.