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26 de maio, 2006 - 02h04 GMT (23h04 Brasília)

Maior erro no Iraque foi Abu Ghraib, diz Bush

O presidente dos Estados Unidos, George Bush, e o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, pediram à comunidade internacional que dê o seu apoio total ao novo governo do Iraque, liderado pelo primeiro-ministro Nouri Al-Maliki, apesar dos reveses e erros que admitiram ter cometido.

Em entrevista coletiva conjunta em Washington nesta quinta-feira, Bush disse que os iraquianos agora têm um governo democrático e podem gozar sua liberdade.

Agora eles têm que deixar de lado suas diferenças sectárias e avançar como uma nação única, afirmou o presidente americano.

Blair, por sua vez, disse que agora não há desculpa para recorrer à violência no Iraque.

Ambos os líderes disseram que as tropas americanas e britânicas não serão retiradas do país antes que as condições sejam adequadas, ou seja, até que o governo iraquiano possa assumir o controle total do Iraque.

Eles se recusaram a estabelecer um cronograma para a retirada das tropas de coalizão, alegando que a passagem da segurança para as mãos dos iraquianos será gradativa.

Bush afirmou que o maior erro de seu governo foi o escândalo de abusos de prisioneiros na prisão de Abu Ghraib, pelo qual os Estados Unidos agora estão pagando.

O presidente americano também lamentou ter usado linguagem simplista como "Procurado vivo ou morto", que foi mal-interpretada em algumas partes do mundo.

As conversações entre Blair e Bush também se concentraram no Irã. Bush ofereceu recompensas para que o governo iraniano ponha fim a sua operação de enriquecimento de urânio.

As reuniões entre os dois líderes devem se prolongar até sexta-feira.

Ambos tiveram uma queda de popularidade em seus países e estão ansiosos para garantir que deixarão um legado positivo na medida em que seus mandatos se aproximam de uma conclusão, dizem correspondentes.