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20 de maio, 2006 - 15h39 GMT (12h39 Brasília)

China conclui principal barragem de Três Gargantas

A China terminou a construção da principal barragem da represa de Três Gargantas, parte do que deverá ser a maior usina hidrelétrica do mundo.

O polêmico projeto, instalado na província de Hubei, no centro do país, só deve começar a funcionar em toda a sua capacidade em 2009, quando todos seus geradores serão instalados.

O governo chinês diz que a represa vai produzir eletricidade para suprir um país cuja economia está em expansão.

Mas aqueles que se opõem à construção afirmam que mais de um milhão de pessoas tiveram que ser desalojadas e que o reservatório de água por trás da represa já está poluído.

Gigante

Neste sábado, os operários de construção aplicaram a última camada de concreto que faltava para completar a barragem de 185 metros de altura e 2.309 metros de comprimento.

Segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, o vice-diretor da comissão de construção de Três Gargantas, Pu Haiquing, disse que o dia é um marco do progresso da instalação da represa.

"Mesmo assim, tarefas como a construção dos geradores e da eclusa serão ainda mais difíceis", afirmou Pu.

Quando as 26 turbinas de Três Gargantas começarem a funcionar, em 2009, ela deve gerar mais de 18 mil megawatts de energia - cerca de 45% mais do que a capacidade instalada de Itaipu.

Enchentes

A China já é o segundo maior consumidor mundial de petróleo, e o governo alega que precisa de fontes alternativas de energia para combater os apagões que vêm ocorrendo em todo o país.

As autoridades também esperam que a represa ajude a controlar as enchentes do rio Yang Tsé, que no passado mataram centenas de milhares de pessoas, segundo o correspondente da BBC em Xangai, Quentin Somerville.

Mas os críticos do projeto dizem que ele teve um grande custo humano, ambiental e financeiro.

Mais de um milhão de moradores tiveram de sair da região, e pelo menos 1,2 mil cidades vão desaparecer sob as águas.

A China diz que vai gastar um total de US$ 25 bilhões no projeto, mas ambientalistas estimam que o custo será muito maior.