17 de maio, 2006 - 19h11 GMT (16h11 Brasília)
A câmara baixa do Parlamento francês aprovou uma nova e controvertida lei de imigração, que vai dificultar a entrada de trabalhadores sem qualificações no país.
A lei também oferece vistos de residência renováveis para imigrantes altamente qualificados e foi aprovada na Assembléia Nacional por 367 votos a 164.
Segundo o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, a nova lei coloca a França ao lado de outros países que optaram pela imigração seletiva.
Mas para a oposição de esquerda e para grupos de defesa de direitos humanos, a lei é racista.
Críticas
O deputado socialista Serge Blisko disse em entrevista à agência Associated Press que a lei seria "pilhagem organizada de cérebros".
O Conselho de Igrejas Cristãs expressou sua preocupação com a lei por escrito, em uma carta ao Executivo.
Para os imigrantes que já estão na França ficará mais difícil trazer suas famílias para se juntarem a eles.
A nova lei ainda tem que ser aprovada no Senado, o que está previsto para o final de junho.
A votação desta quarta-feira coincidiu com uma visita de dois dias de Sarkozy a Mali, no oeste da África, onde o ministro francês foi recebido com protestos. Muitos imigrantes vindos de Mali vivem na França.
Mais de 20 deputados de Mali afirmaram que o Sarkozy não é bem-vindo no país.