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10 de maio, 2006 - 16h30 GMT (13h30 Brasília)

Violência deixa mais de mil mortos em Bagdá em abril

O presidente do Iraque, Jalal Talabani, disse que mais de mil pessoas foram mortas na capital do país, Bagdá, apenas no mês de abril, como resultado da violência sectária e de atentados.

Talabani citou o relatório de um necrotério da cidade, afirmando que 1.091 pessoas foram mortas entre 1º e 30 de abril.

Ele se disse "chocado e irritado" com as informações diárias de novos corpos sendo encontrados.

"Se somarmos esses ao número de corpos que não são encontrados, ou aos crimes parecidos em outras províncias, então o número total... reflete que estamos confrontando uma situação não menos perigosa do que a que resulta de atos terroristas", disse ele.

Emboscada

Nesta quarta-feira, pelo menos 11 pessoas foram mortas na emboscada de homens armados a um ônibus nos arredores de baquba, ao norte de Bagdá.

As informações são de que as vítimas eram funcionários de uma empresa de eletricidade estatal, e estavam a caminho do trabalho.

Qaundo a polícia chegou ao local para investigar, "o ônibus explodiu", disse um policial.

Pelo menos três pessoas ficaram feridas no ataque.

Na terça-feira, pelo menos 24 pessoas foram mortas na explosão de um carro-bomba na cidade de talafar, norte do país.

Novo governo

O premiê designado, Nouri Maliki, disse na terça-feira que o novo governo de união nacional está quase completo, e que ele espera formar a nova administração dentro de dois dias.

Segundo a constituição, ele tem até o dia 22 de maio para terminar a tarefa.

O novo gabinete terá que ser aprovado pelo parlamento iraquiano, antes de assumir o governo.

Também na terça-feira, o enviado americano para o Iraque, Zalmal Khalilzad, disse em uma conferência na Jordânia que o Iraque está "agora caminhando estrategicamente na direção certa".

"A formação do governo de unidade nacional vai abrir espaço para os esforços para diminuir a violência", disse ele.

"Não poderá haver nenhuma oposição armada legítima quando assumir o governo permanente, em que os árabes sunitas tem papel vital", completou.