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09 de maio, 2006 - 21h25 GMT (18h25 Brasília)

ONU: Brasil integra Conselho de Direitos Humanos

A Assembléia Geral da ONU elegeu nesta terça-feira os 44 países que vão integrar o novo Conselho de Direitos Humanos da entidade, criado em março para substituir a desacreditada Comissão de Direitos Humanos da ONU.

O Brasil foi o mais votado entre os países da América Latina, que também elegeu a Argentina, o Equador, a Guatemala, o México, o Peru e o Uruguai.

Cuba, China, Arábia Saudita, Paquistão e Rússia foram eleitos, apesar da comissão anterior ter sido desfeita, entre outros motivos, por abrigar esses países, entre os que têm as piores reputações em relação à defesa dos direitos humanos.

Apesar dessas escolhas, o embaixador alemão, Gunter Pleuger, apelou para que uma chance fosse dada ao novo Conselho. "A grande maioria dos países eleitos hoje tem um bom histórico de respeito aos direitos humanos. E não é muito justo transformar preconceito em pré-julgamento. Vamos dar aos eleitos a chance de cooperar construtivamente no novo conselho e, ao final do primeiro ano, vamos ver se eles foram capazes de construir o novo conselho."

Preconceito

O presidente da Assembléia Geral, Jan Eliasson, qualificou as eleições de históricas e disse que o processo de votação foi mais rápido do que o esperado.

A Assembléia vai votar ainda nesta terça-feira um segundo turno de votação para preencher três vagas reservadas para o leste europeu.

O Conselho começa a funcionar no dia 19 de junho e terá sua sede em Genebra.

O diretor da ONG Human Rights Watch (HRW), Kenneth Roth, comemorou a "atmosfera diferente" das eleições do novo Conselho e ressaltou que o número de países membros com história de abusos de direitos humanos foi reduzido.

"É um avanço significativo... na direção correta e uma boa oportunidade para criar uma instituição poderosa que vele pelos direitos humanos no mundo", afirmou.

Segundo Roth, pode-se comemorar que a Venezuela e o Irã fracassaram em seu objetivo de obter um assento no Conselho.

Os países que integrarão o novo CDH poderão ser suspensos do cargo, se durante sua gestão cometerem violações sistemáticas aos direitos humanos.