07 de maio, 2006 - 08h15 GMT (05h15 Brasília)
O chefe da missão humanitária das Nações Unidas, Jan Egeland, chegou ao Sudão para avaliar a situação em Darfur.
A visita de cinco dias ocorre depois que o governo permitiu a entrada de uma força de paz da ONU na região devastada por uma guerra.
Na sexta-feira, o governo sudanês e o maior grupo rebelde de Darfur assinaram um acordo de paz. Dois grupos rebeldes menores, no entanto, rejeitaram a aliança após longas negociações realizadas na Nigéria.
Os três anos de conflitos já mataram 200 mil pessoas e deixaram mais de 2 milhões de desabrigados.
Missão de paz
A presença do chefe da missão emergencial das Nações Unidas, Jan Egeland, em Darfur marca a primeira visita oficial da ONU na região depois da assinatura do acordo de paz.
Egeland visitará o sul da Darfur, região onde ocorreram os últimos e mais intensivos combates.
O missionário vai se encontrar com chefes locais e visitar campos de refugiados antes de se reunir com representantes do governo sudanês na segunda-feira.
A prioridade da missão é conhecer o acesso da equipe de ajuda em Darfur, que vive o seu pior momento dos últimos anos.
A viagem ocorre em meio a esperança de o governo permitir que que os soldados das Nações Unidas substituam as tropas da União Africana na região.
O secretário-geral da ONU, Kofi Annann, convenceu o governo de Cartum, capital do país, a liberar a entrada no país de uma equipe de assessores para preparar a chegada da força de paz internacional que vai substituir a tropa africana por um ano.
Cartum havia dito que se o acordo de paz fosse alcançado somente tropas das Nações Unidas poderiam entrar no país.