06 de maio, 2006 - 08h09 GMT (05h09 Brasília)
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu ao governo do Sudão que permita a entrada de uma missão das Nações Unidas na região devastada pela guerra em Darfur.
Ele ressaltou que a comunidade internacional precisa agir rapidamente para ajudar a região.
O chefe da missão humanitária da ONU, Jan Egeland, chegou no sábado ao Sudão para uma avaliação das áreas mais afetadas.
A visita ocorre um dia depois de o governo e o Movimento de Libertação Sudanês, o principal grupo rebelde de Darfur, terem assinado um acordo de paz.
Apesar das intensas negociações na Nigéria, dois pequenos grupos rebeldes rejeitaram o acordo.
Mais de 200 mil pessoas morreram e dois milhões tornaram-se refugiados desde o início do conflito em 2003.
Ação rápida
Kofi Annann comemorou a assinatura do acordo de paz, mas ressaltou que a comunidade internacional precisa ajudar a reforçar os sete mil homens da União Africana a implementação do plano de paz em Darfur.
O secretário-geral da ONU convenceu o governo de Khartoum a liberar a entrada no país de uma equipe de assessores que vai preparar o plano de chegada da força de paz internacional para substituir a tropa africana por um ano.
Khartoum havia dito que se o acordo de paz fosse alcançado somente tropas das Nações Unidas poderiam entrar no país.
“Agora é a hora de eles pemitirem que a missão entre no país para que a ação ocorra o mais rápido possível”, disse Kofi Annan.
O coordenador da missão de ajuda emergencial da ONU será o primeiro oficial das Nações Unidas a entrar em Darfur desde a assinatura do plano de paz.