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05 de maio, 2006 - 18h22 GMT (15h22 Brasília)

Grupo rebelde de Darfur assina acordo de paz

O principal grupo rebelde da região de Darfur, no Sudão, assinou nesta sexta-feira um acordo de paz com o governo.

O líder do Movimento de Libertação Sudanês, Minni Minnawi, disse que aceitava o documento "com reservas em relação à divisão de poder".

O governo também concordou em assinar o documento, mas dois grupos menores já avisaram que não estão satisfeitos com os termos do acordo e um deles abandonou as negociações.

Segundo negociadores internacionais, esta é a melhor esperança de paz para Darfur, onde 200 mil pessoas morreram e 2 milhões deixaram suas casas por causa do conflito iniciado em 2003.

Um dos integrantes do Movimento de Liberação Sudanês disse à agência de notícias Reuters que o grupo quer mais cadeiras no Parlamento, mas concordou com a proposta para acabar com o sofrimento dos habitantes de Darfur.

Imunidade

A alta comissária da ONU para Direitos Humanos, Louise Arbour, acusou o governo de oferecer "ampla imunidade" aos membros das forças de segurança envolvidos na violência em Darfur, em uma tentativa de minimizar a escala do problema.

Segundo o correspondente da BBC no Sudão, Alex Last, ainda há dúvidas se o plano vai funcionar na prática, mas mediadores esperam que o apoio do Movimento de Liberação Sudanês ajude na adoção das medidas.

O plano determina as condições para a integração de milícias rebeldes às forças de segurança e o desarmamento da milícia árabe pró-governo Janjaweed.

O conflito começou na região há três anos, quando rebeldes pegaram em armas e acusaram o governo de discriminar a população negra de Darfur.

Em resposta, a milícia árabe pró-governo deu início a uma campanha descrita pelos Estados Unidos como um "genocídio".

O governo do Sudão nega ter apoiado as milícias Janjaweed, acusadas de atrocidades como assassinatos em massa, estupros e saques.