05 de maio, 2006 - 18h53 GMT (15h53 Brasília)
O diretor da CIA, a agência de inteligência americana, Porter Goss, entregou seu pedido de demissão nesta sexta-feira ao presidente George W. Bush, que aceitou a decisão.
De acordo com o presidente americano, Goss foi o diretor da transição e liderou "habilmente" o processo de reestruturação da agência.
Ainda segundo Bush, Goss, que é um ex-membro do Congresso, "ajudou a tornar o país um lugar mais seguro". "Temos que vencer a guerra ao terror," acrescentou o presidente.
"Eu gostaria de reportar que a agência retornou ao curso e está navegando bem", disse Goss, diante de presidente.
Críticas
A CIA enfrentou duras críticas nos últimos anos, não somente pelas informações questionáveis da inteligência sobre o Iraque, mas também por causa do fracasso de coordenação com outras agências nos esforços para monitorar de perto a ameaça do "terrorismo".
Os problemas com o desempenho da CIA em relação à inteligência no Iraque envolveram principalmente o antecessor de Goss, George Tenet.
Goss defendeu a CIA no ano passado ao afirmar que a agência sabia mais do que podia "dizer em público" sobre Osama bin Laden e Abu Musab Al-Zarqawi, apontados como os dois principais líderes da Al-Qaeda.
Até agora, no entanto, nenhum dos dois militantes procurados pela CIA foi capturado.