04 de maio, 2006 - 15h29 GMT (12h29 Brasília)
O primeiro-ministro em exercício de Israel, Ehud Olmert, disse nesta quinta-feira que está convencido de que seu plano de fixar as fronteiras do país permanentemente dentro de quatro anos é necessário.
Em discurso no Parlamento, pouco antes de sua posse formal, Olmert afirmou que as futuras fronteiras de Israel serão significativamente diferentes.
Israel ocupou a Cisjordânia durante a guerra árabe-israelense de 1967. Os assentamentos israelenses na região são considerados ilegais por leis internacionais, embora isso seja contestado pelas autoridades de Israel.
O plano que Olmert submeteu para aprovação por parte dos parlamentares prevê uma retirada israelense de algumas áreas da Cisjordânia, e a absorção por Israel de vários assentamentos judaicos grandes criados à revelia da legislação internacional.
Olmert afirmou que Israel vai levar o plano adiante, com ou sem um acordo com os palestinos.
Hamas
O governo palestino liderado pelo Hamas disse que a declaração de Olmert mostra que Israel não está verdadeiramente interessada em paz.
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, pediu a retomada imediata das negociações de paz.
Olmert afirmou que negociações com a Autoridade Palestina são a base para um acordo de paz, "mas um governo palestino liderado por uma organização terrorista não será um parceiro para negociações".
O Hamas venceu as eleições parlamentares palestinas em janeiro.