01 de maio, 2006 - 17h45 GMT (14h45 Brasília)
Enquanto quatro membros da União Européia abrem suas portas para trabalhadores do Leste Europeu, outros mantêm suas restrições sob o temor de terem suas economias "inundadas" com mão-de-obra barata.
A partir desta segunda-feira, trabalhadores dos oito países da Europa do Leste e Central que aderiram ao bloco em 2004 serão aceitos na Grécia, Espanha, Portugal e Finlândia, mas continuarão sendo barrados na França, Alemanha e Áustria.
Até agora, apenas Grã-Bretanha, Irlanda e Suécia empregavam cidadãos dos novos membros.
Os oito países da ex-União Soviética têm pedido o fim de todas as restrições, alegando que elas levam à discriminação. Hungria, Polônia e Eslovênia chegaram a impor restrições recíprocas.
Quotas
A Itália está ampliando suas quotas de trabalhadores estrangeiros. Já a Holanda adiou a decisão sobre suas restrições até o final de 2006.
Uma pesquisa publicada na Grã-Bretanha sugere que houve benefícios para as empresas com o fluxo de trabalhadores estrangeiros desde a ampliação da União Européia.
A pesquisa, da Joseph Rowntree Foundation, afirma que trabalhadores altamente qualificados dos novos integrantes da UE estão aceitando vários trabalhos que não necessitam de qualificações e com baixos salários, que os trabalhadores britânicos não estão dispostos a aceitar.
A autora do trabalho, Bridget Anderson, afirma que vários trabalhadores se dispunham a aceitar os trabalhos para ganhar experiência e aprender inglês.
Em fevereiro, a Comissão Européia publicou um relatório afirmando que o influxo de trabalhadores do leste europeu estimulou as economias da Grã-Bretanha, da Irlanda e da Suécia.