01 de maio, 2006 - 15h59 GMT (12h59 Brasília)
Centenas de milhares de pessoas participaram nesta segunda-feira de protestos no feriado do Dia do Trabalho em vários países.
Nas Filipinas, os manifestantes exigiam salários mais altos e redução no preço dos combustíveis. Muitos deles também pediam a renúncia da presidente Gloria Arroyo, acusada de corrupção e de compra de votos.
Na capital filipina, Manila, cinco mil policiais das tropas de choque foram convocados para impedir o que ocorreu nos protestos de 2001, quando as forças do governo entraram em choque com partidários do presidente deposto Joseph Estrada.
Os manifestantes foram impedidos de protestar contra o palácio presidencial.
Na Indonésia, dezenas de milhares de pessoas protestaram contra a revisão de uma lei trabalhista que, segundo os opositores, vai prejudicar os direitos dos trablhadores. O dia 1º de maio não é feriado na Indonésia, mas muitas fábricas e empresas permaneceram fechadas.
Também houve protestos no Japão, Taiwan e Camboja.
No Camboja, onde os protestos foram proibidos, centenas de pessoas se reuniram na capital, Phnom Penh, em uma tentativa de desafiar a proibição, mas foram dispersadas por tropas de choque.
Europa
Na Europa, cerca de um milhão de pessoas participaram de manifestações da Grã-Bretanha à Turquia.
Milhares de pessoas marcharam pelo centro de Londres, em uma manifestação pacífica contra cortes de empregos e a favor dos pensionistas.
Na Alemanha, dezenas de milhares de pessoas protestaram em Berlim contra possíveis reformas nos direitos sociais durante o governo conservador da chanceler Angela Merkel.
O líder sindical Michael Sommer, do grupo DGB, criticou os planos do governo de prolongar para dois anos o período em que os trabalhadores podem ser demitidos sem justa causa e sem receber indenização, segundo a agência de notícias France Presse.
O líder sindical lembrou os recentes protestos na França, por causa de uma proposta semelhante do governo, afirmando que o que é injusto na França também é injusto na Alemanha.
Na França, sindicatos organizaram mais de 100 protestos em todo o país, pedindo segurança no emprego.
Na Itália, líderes sindicais vaiaram dois ministros do governo de Silvio Berlusconi, derrotado nas recentes eleições e na Rússia, milhares de comunistas participaram de uma manifestação no centro de Moscou.