01 de maio, 2006 - 08h36 GMT (05h36 Brasília)
Um ataque promovido por supostos militantes islâmicos na região da Caxemira administrada pela Índia deixou 22 hindus mortos e outros 5 feridos, segundo a polícia.
Os militantes teriam, de acordo com a polícia, colocado os homens do lado de fora de suas casas, no distrito rural de Doda, antes de atirar.
Nenhum grupo reivindicou até agora o ataque, o pior desde a declaração de um cessar-fogo entre a Índia e o Paquistão em 2003.
Mais de 60 mil pessoas já foram mortas desde o início de uma campanha rebelde separatista na região, em 1989.
Seqüestro
O inspetor-geral da polícia Sheesh Pal Vaid disse à agência de notícias Associated Press que o ataque aconteceu em uma vila remota a cerca de 170 km da cidade de Jammu.
Os moradores se dirigiram a uma base do Exército próxima para pedir ajuda, mas quando os soldados chegaram os militantes já haviam saído, segundo ele.
No domingo, a polícia encontrou os corpos de quatro criadores de gado hindus que haviam sido seqüestrados no distrito próximo de Udhampur.
Uma autoridade local disse à agência de notícias France Presse que ainda não havia sinais de outras cinco pessoas seqüestradas ao mesmo tempo.
Os episódios de violência ocorrem antes de um encontro entre o primeiro-ministro indiano Manmohan Singh e separatistas da Caxemira.
Segundo o correspondente da BBC Navdip Dhariwal, os serviços de inteligência da Índia já haviam alertado para um aumento de ataques de militantes antes do encontro, neste mês.