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30 de abril, 2006 - 16h28 GMT (13h28 Brasília)

Governo do Egito prorroga lei de emergência no país

O Egito prorrogou sua polêmica lei de emergência, que dá às forças de segurança amplos poderes para prender pessoas sem acusação.

Neste domingo, o parlamento do país concordou em estender a vigência da lei por dois anos. Ela está em vigor desde o assassinato do presidente Anwar Sadat, em 1981.

O primeiro-ministro do Egito, Ahmed Nazif, disse que a lei é muito importante depois dos recentes ataques a bomba registrados durante a última semana no país.

Na última segunda-feira, três homens-bomba se explodiram no balneário de Dahab, matando 18 pessoas. Dois dias depois, uma explosão feriu dois soldados das forças de paz internacionais situadas na região norte da península do Sinai.

Grupos contrários à lei de emergência dizem que ela fracassou no combate ao terrorismo e foi utilizada para violar os direitos dos egípcios.

"Eles usam (a lei) para silenciar e oprimir a oposição", disse o representante da Irmandade Muçulmana, Mohamed Habib.

Muitos parlamentares da oposição chegaram à sessão do Parlamento portando faixas brancas e pretas com os dizeres "Não à lei de emergência".

Durante a campanha de reeleição do presidente Hosni Mubarak, ele prometeu revogar a lei.

O governo está criando um projeto de leis anti-terror para substituir a lei de emergência.

Nazif disse que o governo somente fará uso da legislação para proteger "os cidadãos e a segurança da nação e para combater o terrorismo".