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29 de abril, 2006 - 00h48 GMT (21h48 Brasília)

Senado italiano não consegue escolher seu presidente

O Senado da Itália deverá realizar neste sábado uma votação para escolher o novo presidente da Casa, depois que três tentativas tiveram resultado inconclusivo.

Na sexta-feira, em meio a uma sessão caótica, senadores da oposição protestaram e vaiaram quando o candidato esquerdista proposto pelo primeiro-ministro eleito, Romano Prodi, não conseguiu garantir o posto.

A coalizão de Prodi tem uma pequena maioria no Senado e discrepâncias em algumas cédulas levara à anulação de votos.

Segundo correspondentes, o ocorrido no Senado levanta dúvidas sobre a capacidade de Prodi de governar efetivamente.

FMI

O Parlamento realizou sua primeira sessão desde a vitória da centro-esquerda nas últimas eleições, sob a pressão do Fundo Monetário Internacional (FMI) para que acelere a formação de um novo governo.

O FMI diz que há urgência em impulsionar a economia estagnada do país.

Durante uma reunião, na semana passada, a instituição expressou preocupação com o déficit orçamentário da Itália para 2006.

Segundo analistas, o presidente da Itália, Carlo Azeglio Ciampi, está sendo pressionado para que aponte o líder da centro-esquerda, Romano Prodi, como primeiro-ministro antes de deixar o seu cargo.

Ciampi, cujo mandato vence em meados de maio, havia dito que deixaria a tarefa de indicar o novo premiê ao próximo presidente.

Caso Ciampi se recuse a nomeá-lo, o líder da centro-direita, Silvio Berlusconi, permanecerá no cargo por pelo menos mais duas semanas.

Irregularidades

Berlusconi recusa-se a aceitar a vitória da centro-esquerda, eleita por uma pequena margem.

O atual primê italiano alegava supostas irregularidades na votação, realizada nos dias 9 e 10 de abril.

Mas a Suprema Corte da Itália confirmou a vitória de Prodi após uma recontagem de votos pedida pelo atual premiê.

Berlusconi é um grande aliado do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

Bush telefonou ao líder da centro-esquerda italiana, Romano Prodi, para parabenizá-lo por sua vitória nas eleições gerais apenas dez dias após o pleito.