26 de abril, 2006 - 19h20 GMT (16h20 Brasília)
Israel anunciou nesta quarta-feira que não vai processor o militante palestino Ahmed Saadat, que foi preso por suspeita de envolvimento no assassinato do ministro Rehavam Zeevi, em 2001.
Autoridades israelenses disseram que não há provas suficientes para sustentar a acusação de assassinato contra ele – mas que ele será julgado por outros “crimes contra a segurança do país”.
De acordo com o comunicado do Ministério da Justiça israelense, uma investigação preliminar “não conseguiu produzir provas suficientes” para ligar Saadat ao crime.
Saadat se entregou em março depois que tropas israelenses atacaram uma prisão na Cisjordnia onde ele era mantido preso.
Quatro outros militantes que estavam presos com ele serão julgados pelo assassinato, disseram as autoridades israelenses.
Acordo
Rehevam Zeevi era ministro do Turismo israelense quando foi morto em outubro de 2001.
Saadat é um dos líderes da Frente Popular pela Liberação da Palestina, que segundo o governo israelense, foi quem matou Zeevi.
Ele foi mantido numa cadeia em Jericó, na Cisjordânia, por causa de um acordo com Israel feito pela Aurotidade Palestina, ainda sob o comando de Yasser Arafat.
As tropas israelenses atacaram em março alegando que o governo liderado pelo Hamas - eleito em janeiro - iria libertar os prisioneiros.
O ataque veio poucas horas depois que observadores dos Estados Unidos e Grã-Bretanha deixaram a prisão, reclamando de falta de segurança.
Saadat inicialmente resistiu à prisão pelas tropas israelenses, mas cedeu à operação que durou um dia todo, causando protestos em toda a Cisjordânia e na Faixa de Gaza.
Vários cidadãos norte-americanos e europeus foram seqüestrados por algumas horas por militantes palestinos e escritórios relacionados com esses países foram atacados.