26 de abril, 2006 - 10h24 GMT (07h24 Brasília)
Um cidadão americano de origem paquistanesa foi condenado por "apoiar o terrorismo" depois de ter sido provado durante o seu julgamento que ele freqüentou um campo de treinamento da Al-Qaeda no Paquistão.
Hamid Hayat, de 23 anos, também foi considerado culpado de três acusações relacionadas a prestar falso testemunho ao FBI (polícia federal americana) e pode ser sentenciado a até 39 anos de prisão, quando a sua sentença for decidida, em julho.
O pai do réu, Umer Hayat, de 48 anos, também foi julgado sob acusação de mentir para o FBI sobre a viagem do filho ao Paquistão, mas o seu julgamento foi anulado depois que o júri se dividiu. Pai e filho foram presos em junho do ano passado.
Advogados da defesa e da acusação deverão se reunir no dia 5 de maio para decidir se um novo julgamento deve ser realizado para o pai.
Os dois julgamentos foram realizados na Califórnia.
"Apoio do pai"
A promotora pública assistente Laura Ferris argumentou que Hamid Hayat treinou com militantes da Al-Qaeda no Paquistão e chegou a planejar um atentado nos Estados Unidos.
Hamid Hayat foi preso logo após voltar à Califórnia depois de passar a temporada no Paquistão. Segundo agentes do FBI,
ele inicialmente negou ter passado por um campo da Al-Qaeda, mas acabou confessando, depois de falhar em um detector de mentiras. Hamid teria sido treinado durante seis meses, entre 2003 e 2004.
A acusação também tentou convencer o júri de que o jovem teve aval e apoio do pai, um vendedor de sorvete na Califórnia.
Umer Hayat disse inicialmente ao FBI que o seu filho não tinha envolvimento com a Al-Qaeda, mas posteriormente admitiu que havia pago pela viagem de Hamid ao Paquistão. Ele também teria mandado US$ 100 por mês ao filho, de acordo com provas apresentadas pela promotoria.
O advogado de defesa, Wazhma Mojaddidi, insistiu na inocência de Hamid e insinuou parcialidade por parte do júri.
"Eu de fato acredito que havia questões com este júri, que influências externas afetaram a sua decisão", disse Mojaddidi,, segundo a agência de notícias France Presse.