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24 de abril, 2006 - 17h21 GMT (14h21 Brasília)

Defesa tenta convencer júri a poupar Moussaoui da execução

Os advogados responsáveis pela defesa de Zacarias Moussaoui, a única pessoa processada pelos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, estão tentando convencer o júri de que a melhor punição para o réu confesso é ficar preso pelo resto da vida e não ser executado.

A defesa se baseia principalmente no argumento de que condenar Moussaoui à morte apenas o transformaria em um mártir.

"Ele quer que vocês o sentenciem à morte, ele está pedindo para que vocês façam isso. Ele veio aos Estados Unidos para morrer e vocês são a última chance dele", disse o advogado que lidera a equipe de defesa, Gerald Zerkin.

"Vocês podem confiná-lo a uma existência miserável até ele ter, não a morte de um 'jihadista' que ele quer, mas a longa e lenta morte de um criminoso comum", insistiu Zerkin.

Argumentos finais

O júri já ouviu os argumentos finais da promotoria, que defendeu a pena de morte, alegando que "não havia lugar para ele neste bom planeta".

"Ele está felicíssimo com o fato de ele e a Al Qaeda terem matado 2.972 pessoas inocentes em 11 de Setembro", disse o promotor David Raskin.

A acusação também rejeitou a argumentação da defesa de que Moussaoui era um esquizofrênico que havia sofrido abusos quando criança.

O promotor disse que o réu havia simplesmente demonstrado uma "grotesca" falta de remorso.

Depois de ouvir os argumentos finais dos dois lados, o júri vai se reunir para decidir se Moussaoui será condenado à prisão perpétua ou receberá a pena capital.

Analistas acreditam que a defesa dificilmente conseguirá convencer o júri a não condenar Moussaoui à morte.