24 de abril, 2006 - 09h43 GMT (06h43 Brasília)
A explosão de um carro-bomba em Bagdá nesta segunda-feira matou pelo menos seis pessoas e feriu outras 22.
O alvo, aparentemente, era uma patrulha da polícia iraquiana que estava próxima ao Ministério da Saúde, na capital.
Um porta-voz da polícia disse que pelo menos outros três carros foram destruídos na explosão e várias casas e lojas foram danificadas.
O atentando se segue a uma série de ataques que ocorreram após a nomeação, no sábado, de Jawid Al-Maliki, para o cargo de primeiro-ministro.
Desafios
No domingo, um ataque com morteiros contra o prédio do Ministério da Defesa, também em Bagdá, deixou pelo menos seis mortos.
O ministério fica na Zona Verde, a área fortemente guardada e teoricamente mais segura da capital iraquiana, onde também fica o Parlamento. O Ministério do Interior também foi atacado com morteiros.
Para observadores, os recentes ataques são uma demonstração dos desafios que o novo primeiro-ministro terá que enfrentar quando assumir o cargo – ele tem um mês para formar o governo e ser aprovado pelo Parlamento.
A indicação de Al-Maliki ocorreu após quase quatro meses de impasse para a formação de um novo governo iraquiano.
O impasse foi provocado pela indicação, após as eleições do final do ano passado, do premiê interino Ibrahim Al-Jaafari para permanecer no cargo.
Após um ano à frente do governo interino do Iraque, a indicação do xiita Jaafari para continuar no comando se mostrou muito polêmica.
Representantes de curdos e sunitas – as outras etnias que formam a população iraquiana – se posicionaram contra a indicação da aliança xiita, que obteve a maioria nas eleições parlamentares.
A disputa se estendeu por vários meses até que a aliança e Jaafari decidiram desistir da indicação inicial e escolher um novo nome.