22 de abril, 2006 - 02h44 GMT (23h44 Brasília)
O segundo turno das eleições parlamentares no Haiti foi marcado pelo baixo comparecimento às urnas, apesar de pedidos das Nações Unidas (ONU) para participação dos eleitores.
A ONU esperava que uma grande mobilização do eleitorado no pleito desta sexta-feira no país, mergulhado em uma onda de violência, desse força ao futuro governo.
Observadores estimam que menos de 20% dos 3,5 milhões de eleitores tenham participado.
Os resultados devem sair dentro de uma semana.
Partidários do presidente-eleito René Préval devem ter uma boa votação, mas não é certo que conquistem uma maioria significativa.
O Haiti vem sendo administrado por um governo interino e uma força de paz da ONU desde a derrubada violenta do presidente Jean-Bertrand Aristide em 2004.
A presença dos soldados da ONU no país, que é o mais pobre das Américas, não conseguiu aplacar a violência no Haiti.
Há notícia de distúrbios durante a votação em Grande-Saline, no norte do país, depois que uma pessoa foi morta a tiros.
Apelo
Préval, eleito presidente em fevereiro, fez um apelo aos seus partidários antes da votação.
"Sem apoio do Parlamento, o presidente não pode fazer muita coisa", disse ele.
O segundo turno das eleições foi marcado para março, mas a quantidade de queixas sobre irregularidades no primeiro turno levou a um adiamento.
Só dois candidatos a deputado venceram no primeiro turno. Aos eleitores cabia, nesta sexta-feira, escolher 97 cadeiras para a Câmara e todas as 30 que compõem o Senado.
Pela Constituição do Haiti, o partido que obtiver pelo menos a metade das cadeiras do Parlamento deverá indicar o primeiro-ministro.