19 de abril, 2006 - 17h37 GMT (14h37 Brasília)
Assimina Vlahou
de Roma
A Suprema Corte italiana confirmou nesta quarta-feira que Romano Prodi venceu as eleições gerais do país da semana passada.
De acordo com os dados divulgados pela corte, a coalizão de centro-esquerda ganhou por uma diferença de 24.755 votos na Câmara.
Romano Prodi recebeu 19.002.598 dos votos, e Silvio Belrusconi, líder da coalizão de centro-direita, 18.977.843
Os italianos esperavam o resultado final da votação em clima de tensão e expectativa.
Expectativa
Um canal de televisão chegou a dar como certa a vitória de Prodi horas antes, mas foi desmentido pela magistratura.
O processo de checagem das cédulas eleitorais e da transmissão dos dados foi feito sob pedido de Berlusconi, que alegou irregularidades em algumas operações.
A partir de agora, Romano Prodi terá que acelerar as consultas para a formação de seu governo. O objetivo principal é ser nomeado como o novo premiê antes que termine o mandado do atual Presidente da República.
Segundo a legislação italiana, é o presidente quem formalmente nomeia o premiê e aprova o novo Executivo.
O mandato de Carlo Azeglio Ciampi, o atual presidente italiano, termina no dia 18 de maio. Ele já comunicou que prefere que seu sucessor nomeie o novo chefe do governo. Mas a coalizão que saiu vitoriosa das eleições vai insistir para que este processo se resolva antes.
Caso contrário, será preciso esperar até a segunda metade de maio para formar o novo governo.
Dia 28, o novo Parlamento se reúne para eleger os presidentes de Câmara e do Senado.
O processo, porém, já está provocando disputas dentro da coalizão de centro esquerda.
Prodi tem mantido encontros com os líderes dos partidos que formam sua coalizão desde segunda-feira para negociar a formação do governo.
A semana também foi marcada pelas reações às criticas feitas por um artigo publicado pelo jornal britânico Financial Times. O artigo faz previsões pessimistas sobre o futuro econômico da Italia, chegando a acenar com a possibilidade que o país tenha que deixar o sistema do euro por causa da grave crise que esta atravessando.
O jornal britânico afirma que a Itália precisa de um governo forte e estável para fazer as reformas necessárias, reativar a competitividade e estabilizar as finanças públicas.