18 de abril, 2006 - 07h01 GMT (04h01 Brasília)
O Japão anunciou nesta terça-feira que vai suspender as doações para a Autoridade Palestina por causa da posição do Hamas no processo de paz do Oriente Médio.
O governo japonês, um dos principais doadores da Autoridade Palestina, disse, no entanto, que continuará a fornecer ajuda humanitária.
O gabinete israelense deverá discutir nesta terça-feira como o governo responderá ao atentado suicida que matou nove pessoas e feriu mais de 50 em Tel Aviv no dia anterior, o pior ataque desse tipo em 20 meses.
O grupo militante Jihad Islâmico reivindicou a autoria do ataque.
Pressão
O líder palestino Mahmoud Abbas condenou o ataque, mas o Hamas, que vem mantendo uma trégua com Israel desde que assumiu o poder na Autoridade Palestina, o descreveu como um ato de autodefesa.
Sami Abu Zuhri, o porta-voz oficial do Hamas, disse que foi "um resultado natural dos contínuos crimes israelenses" contra palestinos.
Os Estados Unidos advertiram o governo palestino liderado pelo Hamas contra a defesa de "atos terroristas".
O porta-voz do governo americano, Scott McClellan, disse que o atentado foi "um ato de terror desprezível" e que a Autoridade Palestina é responsável pela prevenção de ataques como este.
O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, pediu à Autoridade Palestina para adotar uma posição firme contra atentados suicidas.
Após o ataque, aviões israelenses lançaram mísseis em uma oficina de metalurgia na Cidade de Gaza. O Exército israelense disse que a oficina era usada por militantes palestinos para a fabricação de foguetes.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Gideon Meir, disse à BBC que a culpa do atentado é do Hamas.
"Agora, talvez não sejam as mãos do Hamas, mas a voz e a ideologia são do Hamas", afirmou.