18 de abril, 2006 - 13h23 GMT (10h23 Brasília)
O governo israelense decidiu não anunciar nenhuma ação militar de grande porte como resposta ao atentado suicida palestino de segunda-feira, que deixou nove mortos em Tel Aviv.
Fontes israelenses disseram a agências de notícias que o primeiro-ministro Ehud Olmert teria preferido outras formas de reagir ao atentado em vez de uma operação militar de larga escala.
Essas medidas incluiriam a responsabilização do Hamas pelo ataque, a revogação do direito de residência de parlamentares do partido em Jerusalém Oriental e uma repressão policial a palestinos ilegais em Israel.
Embora o atentado, o pior em 20 meses, tenha sido reivindicado pelo grupo Jihad Islâmico, a decisão do Hamas de justificar publicamente a ação foi condenada por Israel e Estados Unidos.
Após o atentado, aviões israelenses lançaram mísseis em uma oficina de metalurgia na Cidade de Gaza e prenderam 20 palestinos, incluindo o pai do militante que executou o ataque.
O Exército israelense disse que a oficina era usada por militantes palestinos para a fabricação de foguetes.
Apesar dessa resposta inicial, esperava-se que na reunião de gabinete pudesse ser decidida uma operação maior nos territórios palestinos, como a que Israel costuma empreender em resposta a atentados.
Espera-se que Israel aumente ainda mais a pressão sobre o governo palestino, hoje liderado pelo grupo militante Hamas, já isolado por boa parte da comunidade internacional.
Corte de ajuda
O Japão se juntou a União Européia e Estados Unidos nesta terça-feira ao suspender a ajuda financeira ao governo palestino.
O governo japonês, que já deu US$ 840 milhões aos palestinos desde 1993, alegou que o Hamas deveria adotar uma política mais pacífica, mas não fez referência ao ataque de Tel Aviv.
Na segunda-feira, o governo americano advertiu o governo palestino contra a defesa de "atos terroristas".
O porta-voz do governo americano, Scott McClellan, disse que o atentado foi "um ato de terror desprezível" e que a Autoridade Palestina é responsável pela prevenção de ataques como esse.
O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Kofi annan, pediu à Autoridade Palestina para adotar uma posição firme contra atentados suicidas.
O ataque, em um restaurante em Tel Aviv, na segunda-feira, deixou mais de 50 feridos.