17 de abril, 2006 - 18h07 GMT (15h07 Brasília)
Para o grupo islâmico Hamas, o atentado que matou nove pessoas em Israel foi “um resultado natural dos contínuos crimes de Israel” contra o povo palestino.
A declaração foi feita por Sami Abu Zuhri, porta-voz do grupo islâmico que venceu as últimas eleições na Palestina.
“Nosso povo vive em estado de defesa contínuo e tem todo direito de usar todos os meios para se defender”, disse Abu Zuhri.
A declaração do Hamas veio depois que um porta-voz do gabinete do primeiro-ministro israelense Ehud Olmert responsabilizou o Hamas pelo atentado, ainda que a sua autoria tenha sido reclamada pelo grupo Jihad Islâmica.
O Hamas é responsável por mais de 60 atentados desde o início da Intifada em 2000, mas atualmente está em trégua com Israel há mais de um ano.
O atentado suicida palestino desta segunda matou ao menos sete pessoas e feriu cerca de 50 nesta segunda-feira na cidade israelense de Tel Aviv. A bomba foi detonada em frente a uma banca de comida nas proximidades de um ponto de ônibus no bairro de Neve Shaanan.
O primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, condenou veementemente o ataque suicida.
“Nós condenamos o ataque absolutamente”, disse Abbas.
“Para nós, é uma operação que fere os interesses palestinos. Não podemos dar mais motivos para Israel para novos ataques.”
O Hamas já tinha reagido de forma semelhante a outro atentado ocorrido em março, onde a brasileira Helena Halevy morreu com mais três pessoas.
Naquela ocasião, outro porta-voz do Hamas também disse que o ataque era uma reação natural à ocupação de terras palestinas.