14 de abril, 2006 - 17h37 GMT (14h37 Brasília)
Episódios de extrema violência marcaram esta sexta-feira no Iraque com pelo menos treze mortos e dezenas de feridos, mantendo a onda de violência sectária.
Em Basra, no sul do país, sete funcionários iraquianos de uma empresa de construção foram executados num fuzilamento depois de serem algemados e vendados. Os operários eram todos sunitas, de acordo com a polícia.
O fato de Basra e a região adjacente ser de maioria xiita sugere que o ataque foi motivado por sectarismo, de acordo com o correspondente da BBC em Bagdá Andrew North.
Os enfrentamentos entre xiitas e sunitas nas últimas semanas fizeram com que cerca de 11 mil famílias – sunitas e xiitas – deixassem suas casas, de acordo com números oficiais.
Violência por todo o Iraque
O coordenador de ajuda humanitária das Nações Unidas no Iraque, Yacoub El Hillo, disse à BBC que a situação está ficando cada vez mais séria e que se não houver intervenção política, os números de desalojados aumentarão.
De acordo com El Hillo, a falta de segurança também torna mais difícil a distribuição de ajuda humanitária no país.
Outro incidente próximo a Basra matou duas pessoas e feriu mais oito na explosão de uma bomba que visava atingir um comboio militar inglês.
As execuções em Basra foram o episódio mais notório, mas a sexta foi violenta em todo o país, especialmente na capital, Bagdá.
Em Bagdá, um comboio de carros policiais foi atacado, deixando dois agentes mortos e ao menos 18 outros feridos. Outros três ataques com vítimas aconteceram na capital.
Em Baquba, a 65km de Bagdá, quatro fiéis morreram em dois ataques diferentes a mesquitas sunitas. Também próximo a Bagdá, em Taji, Outros três operários iraquianos foram mortos por homens armados.
No norte do país, Mosul foi cenário para o ataque mais violento, quando suicidas explodiram uma delegacia policial ferindo sete pessoas.
Dujail, cerca de 100 km a norte da capital, a polícia disse ter encontrado os corpos de quatro homens que tinham sido seqüestrados.
De acordo com o jornal independente curdo “Hawlati”, um tanque norte-americano teria destruído um carro civil na semana passada e depois partiu sem oferecer socorro, deixando uma criança ferida.