14 de abril, 2006 - 01h35 GMT (22h35 Brasília)
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, advertiu o Irã que haverá duras conseqüências se o país continuar a desafiar o Conselho de Segurança das Nações Unidas, e prosseguir seu programa de enriquecimento de urânio.
"Nós vamos examinar toda uma gama de opções disponíveis ao Conselho de Segurança", afirmou Rice, ao aventar publicamente, na quinta-feira, a possibilidade de que o Irã possa enfrentar sanções punitivas se não mudar de posição.
A representante americana afirmou que, quando o conselho se reunir para discutir essa questão, no final do mês, não pode haver uma repetição do anúncio de março, em que o Irã foi informado de que deveria suspender todas as atividades atômicas sensíveis em 30 dias.
O Irã anunciou há dois dias que conseguiu produzir urânio enriquecido e se recusou a atender à exigência.
O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica das Nações Unidas (AIEA), Mohamed ElBaradei, visitou Teerã nesta quinta-feira, mas não conseguiu convencer o país a suspender seu programa nuclear. ElBaradei afirmou, contudo, que o diálogo deve prosseguir.
As autoridades iranianas insistem que seu programa é pacífico.
Apesar da pressão feita pela secretária de Estado americana, o correspondente da BBC em Washington, Justin Webb, disse que Rússia e China, que são membros do conselho, acreditam que falar em punição e coação é prematuro.
A China espera que seu emissário, Cui Tiankai, que deve chegar a Teerã na sexta-feira, ajude a desarmar a crise.
O correspondente da BBC na China, Daniel Griffiths, disse que o governo do país gostaria de evitar sanções e adotar uma posição de destaque para fortalecer sua reputação como um poder internacional responsável.