14 de abril, 2006 - 13h22 GMT (10h22 Brasília)
O governo do Chade exibiu em praça pública na capital, N’Djamena, nesta sexta-feira, cerca de 160 homens dizendo que eles faziam parte de um grupo de rebeldes que atacaram a cidade no dia anterior.
Cerca de 700 integrantes das Forças Unidas para Mudanças (FUM) fracassaram na tentativa de tomar a capital e derrubar o governo do presidente Idriss Derby.
Derby acusou o Sudão de apoiar os rebeldes e anunciou que o Chade está rompendo relações com o país vizinho. Ele disse que as fronteiras seriam fechadas e ordenou que os diplomatas sudaneses deixem o país.
O país acusa o Sudão de apoiar os rebeldes, enquanto o governo sudanês acusa o Chade de patrocinar os grupos rebeldes na região de Darfur, no oeste do Sudão.
Ameaça
O presidente do Chade também ameaçou expulsar dezenas de milhares de refugiados de Darfur que estão no país, a menos que a comunidade internacional ajude a resolver a tensão entre os dois países.
O governo do Chade disse que, na frustrada tentativa de tomada de poder da quinta-feira, 400 rebeldes foram mortos e 300, capturados. Outros 150 rebeldes teriam sido mortos em combates no lado controlado pela FUM.
Um porta-voz da FUM disse que o grupo não foi derrotado e voltará a atacar. Eles dizem que o objetivo é derrubar Derby, a quem acusam de ser um ditador, estabelecer um governo provisório e realizar eleições democráticas.
O ministério para a Administração Territorial disse que os rebeldes fugiram para o Sudão.
O Conselho de Segurança da ONU pediu para que os dois países resolvam a questão diplomaticamente.