14 de abril, 2006 - 03h15 GMT (00h15 Brasília)
O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou um ataque rebelde à capital do Chade, N'djamena, na região central da África.
O avanço acabou repelido pelas tropas do governo, após cerca de duas horas de combates, segundo o presidente Idriss Deby.
O Chade acusa o Sudão de apoiar e armar os rebeldes. O Sudão, por sua vez, alega que o Chade apóia rebeldes em Darfur, no oeste do país.
O Conselho de Segurança pediu a ambas as nações que resolvam suas divergências através de conversações, e não de apoio a hostilidades.
França
O Ministro da Defesa da França admitiu que um dos seus caças Mirage no país dispararam tiros de advertência na quarta-feira contra rebeldes que avançavam para a capital.
A França tem cerca de 1,2 mil soldados no Chade, por conta de um acordo militar, e enviou no início da semana mais 150 soldados.
Diversos grupos rebeldes, que se reuniram recentemente sob a denominação Frente Unida pela Mudança, vêm tentando derrubar Deby desde sua chegada ao poder em um golpe de Estado em 1990.
Em março, o governo disse ter desmantelado um plano de golpe. O descontentamento com Deby aumentou com a mudança constitucional que permitiu ao presidente concorrer a um novo mandato nas eleições previstas para o mês que vem.
O Chade, que é o quinto maior país da África e tem grandes reservas de petróleo, vem sofrendo uma desestabilização por conta do conflito na região sudanesa de Darfur, com centenas de milhares de refugiados cruzando a fronteira.