13 de abril, 2006 - 02h50 GMT (23h50 Brasília)
O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohammed ElBaradei, está na capital do Irã, Teerã, para tentar superar o impasse internacional criado com as atividades nucleares do país.
ElBaradei disse que espera convencer os líderes iranianos a suspenderem as atividades ligadas ao enriquecimento de urânio "até que questões pendentes sejam esclarecidas".
Aumentam as críticas internacionais ao Irã depois que o presidente Mahmoud Ahmadinejad anunciou, na terça-feira, que seus cientistas conseguiram enriquecer urânio.
Ahmadinejad destacou, contudo, que as intenções de seu país são pacíficas.
Conselho de Segurança
ElBaradei deve informar ao Conselho de Segurança das Nações Unidas no final deste mês se o Irã está atendendo à exigência do organismo de suspender todas as atividades de enriquecimento de urânio ou enfrentar isolamento.
Ao chegar a Teerã, o diretor da AIEA disse que está buscando "uma cooperação mais ativa" entre o Irã e o órgão que ele representa.
Ele disse que deseja discutir a adoção de medidas que promovam a confiança no Irã.
O diretor do programa nuclear do Irã, Ghulam Reza Aghazadeh, disse na emissora estatal de televisão que a única forma de resolver a disputa é através de negociações.
Mais cedo, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, pediu que o Conselho de Segurança da ONU tome medidas sérias em seu próximo encontro, após o Irã ter declarado que já está enriquecendo urânio.
"(O anúncio) só mostra que o Irã não está aceitando as exigências da comunidade internacional, e creio que o Conselho de Segurança deve levar isso em conta. Da próxima vez que eles (o Conselho) examinarem a questão, devem tomar medidas sérias para garantir que será mantida a credibilidade da comunidade internacional nesse assunto."
O Irã pode estar em condições de produzir material nuclear suficiente para fabricar uma bomba atômica dentro de três a cinco anos, de acordo com o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos.