12 de abril, 2006 - 19h05 GMT (16h05 Brasília)
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, pediu nesta quarta-feira que o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) tome medidas sérias em seu próximo encontro, após o Irã ter declarado que já está enriquecendo urânio.
" (O anúncio) só mostra que o Irã não está aceitando as exigências da comunidade internacional, e creio que o Conselho de Segurança deve levar isso em conta. Da próxima vez que eles (o Conselho) examinarem a questão, devem tomar medidas sérias para garantir que será mantida a credibilidade da comunidade internacional nesse assunto.”
Após o anúncio do Irã, na terça-feira, de que havia realizado o enriquecimento de urânio pela primeira vez, os Estados Unidos reiteraram sua posição de que não se pode permitir que o país desenvolva armas nucleares.
O porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack, disse que a pressão sobre o Irã vai aumentar.
Três anos
O correspondente da BBC em Washington Justin Webb disse que a Casa Branca acredita que as próprias ações do Irã podem criar um consenso internacional contra o governo iraniano, como os Estados Unidos desejam.
A China pediu para que o Irã seja mais cooperativo com Agência Internacional de Energia Atômica da ONU (AIEA) e a Rússia, a Grã-Bretanha e a França pediram para que o país interrompa o enriquecimento de urânio imediatamente.
O governo do Irã recusou nesta quarta-feira os pedidos para que suspenda todas as atividades de enriquecimento de urânio.
Também nesta quarta-feira, Israel disse que o anúncio iraniano é motivo de preocupação, não apenas para o país, mas para o mundo todo.
O comandante das forças armadas israelenses, Dan Haluz, disse entretanto que as declarações podem ser apenas uma tática do país para enfrentar a crescente pressão internacional e que Israel acredita que o Irã ainda não tem capacidade de desenvolver armas nucleares, sugerindo que a diplomacia ainda pode resolver a crise.